Especialista lista 7 cuidados para crianças usarem inteligência artificial

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Uso de ferramentas como chatgpt exige supervisão e limites claros dos pais

O contato de crianças e adolescentes com inteligência artificial generativa em atividades escolares e entretenimento já é uma realidade que demanda atenção redobrada dos responsáveis. Especialistas apontam que a supervisão é essencial para evitar exposição a conteúdos inadequados, desinformação e dinâmicas manipuladoras comuns em chatbots.

Dónal Mulligan, professor da Dublin City University, explica que a capacidade dessas ferramentas de simular conversas pode criar uma falsa sensação de intimidade e autoridade. O uso sem monitoramento expõe os jovens a erros factuais apresentados com confiança e até a riscos emocionais.

Medidas de segurança eficazes dependem de adultos que estabeleçam fronteiras e modelem o pensamento crítico. Abaixo estão sete orientações práticas para gerenciar essa tecnologia em casa.

  • Comece pela curiosidade: Iniciar a conversa com proibições pode incentivar o segredo. O ideal é pedir para a criança mostrar o que conhece e usa, normalizando o diálogo sobre o tema sem liberar o uso irrestrito.
  • Respeite a idade mínima: Serviços como ChatGPT e Gemini geralmente fixam a idade mínima em 13 anos com permissão dos pais ou 18 anos. Esses limites indicam riscos reais de segurança e não devem ser tratados como sugestões opcionais.
  • Incentive a checagem: É preciso ensinar que a IA inventa informações e comete erros, conhecidos como alucinações. O jovem deve verificar fatos escolares ou notícias em outras fontes confiáveis.
  • Defina quando parar: Chatbots são programados para manter a conversa fluindo, o que pode gerar dependência. A regra deve ser clara: a IA não é terapeuta nem amiga, e o papo deve parar se entrar em temas pessoais ou emocionais.
  • Proteja dados pessoais: A privacidade deve ser concreta. Não se deve compartilhar nome completo, endereço, escola, fotos ou documentos privados com a ferramenta.
  • Apoio, não substituição: A IA serve para explicar conceitos ou revisar rascunhos, mas não para fazer o dever de casa. O uso excessivo pode levar à terceirização do pensamento e prejudicar o aprendizado.
  • Uso visível: O acesso deve ocorrer em espaços compartilhados da casa e não em quartos fechados tarde da noite. Isso reduz o sigilo e permite que os pais acompanhem a interação.

No ambiente escolar, a preocupação gira em torno da perda de habilidades cognitivas quando o aluno deixa a ferramenta pensar por ele. Mulligan reforça uma explicação prática para os jovens. “A IA pode ajudar você a aprender, mas também pode ajudar você a evitar o aprendizado.”

A recomendação final é tratar a inteligência artificial como uma tecnologia comportamental que molda a atenção e os relacionamentos. Pais devem compartilhar experiências com outros adultos e com a escola para criar uma rede de orientação segura enquanto as regulações oficiais ainda estão em desenvolvimento.

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