A inteligência artificial aprende com os registros que já existem na internet e nos bancos de dados. Quando a base de informações tem falhas ou ignora a realidade feminina, os algoritmos apenas ampliam antigos problemas de representatividade.
O uso frequente de ferramentas de IA para buscar informações gera um ciclo preocupante de repetição. A tecnologia recicla o que é mais popular e acaba escondendo saberes tradicionais ou dados menos conhecidos.
O homem como medida padrão
O livro Invisible Women mostra como a sociedade adota o corpo masculino como padrão em testes e pesquisas. A tecnologia atual absorve essa mesma visão e transforma suposições em regras definitivas.
Os testes de segurança dos carros usam bonecos baseados nas medidas de um homem médio de 1,77 metro e 76 quilos. Mulheres têm 47% mais chances de sofrer ferimentos graves em acidentes porque itens como cintos e airbags ignoram o corpo feminino.
A área da saúde também enfrenta falhas graves de documentação no atendimento de emergências. Médicos demoram mais para diagnosticar infartos em mulheres porque os sintomas femininos fogem do padrão masculino.
- Falta de ar constante
- Náusea repentina
- Fadiga extrema
- Dor na região abdominal
A especialista em tecnologia Neiva Dourado Martins Mendes defende a criação de uma governança de dados mais inclusiva.
“IA só vai resolver aquilo que tivermos coragem de medir, registrar e tornar visível.”
Podcast debate o futuro do trabalho
O debate sobre o avanço tecnológico também passa pelas novas exigências do mercado corporativo. O episódio 221 do podcast RH Pra Você Cast debate as habilidades que ganham destaque com a automação.
O mercado valoriza cada vez mais profissionais que dominam ferramentas digitais e têm inteligência emocional. O presidente da empresa Samba explica no programa como as pessoas podem se preparar para essas mudanças.

