As grandes plataformas digitais viraram alvo de governos e da Justiça em várias partes do mundo. Mais de 30 estados americanos processam a Meta por causa de problemas de saúde mental entre jovens, enquanto Nova York aciona o TikTok e o Google pelo mesmo motivo.
A Europa aprovou recentemente o Digital Services Act para cobrar mais transparência das empresas de internet. A nova lei exige que as plataformas controlem melhor os riscos e assumam a responsabilidade por conteúdos perigosos.
O mundo corporativo percebeu que as redes sociais deixaram de ser apenas um espaço de propaganda. O ambiente online agora exige atenção redobrada com a imagem das marcas e o comportamento das pessoas.
O caso do cão “Orelha” em Santa Catarina mostra bem como os algoritmos funcionam na prática. O animal sofreu agressões de adolescentes e o vídeo ganhou o país inteiro após circular na internet.
As plataformas antigas cresceram com a meta de prender a atenção das pessoas o máximo de tempo possível. Esse modelo de negócio hoje atrai críticas pesadas de tribunais, investidores e da própria sociedade.
Iniciativas focadas em soluções concretas começam a ganhar espaço para mudar esse cenário. A plataforma brasileira Plantah surgiu com o objetivo de conectar pessoas e organizações em projetos positivos.
A rede propõe uma nova forma de interação online com características próprias:
- Conexão direta entre usuários e mais de 300 instituições cadastradas
- Foco na criação de negócios sustentáveis e apoio comunitário
- Ambiente livre da disputa tradicional por tempo de tela e engajamento extremo
O projeto já conta com 3 mil usuários ativos em todo o país. O modelo de funcionamento prioriza a utilidade pública em vez da viralização a qualquer custo.
“Acreditamos que o que funciona é uma lógica diferente. E nós perguntamos aos usuários o que eles querem colocar de bom no planeta. A ideia é que o conteúdo publicado gere impacto positivo na vida das pessoas.”

