Ação judicial da big tech esconde lucro bilionário com crimes digitais
A Meta abriu ações na Justiça contra seis pessoas e empresas suspeitas de aplicar golpes no Facebook e no Instagram. Essa medida tenta melhorar a imagem da empresa após o médico Drauzio Varella processar a plataforma por uso indevido de sua imagem em propagandas falsas.
O movimento jurídico atinge apenas duas operações fraudulentas no Brasil, enquanto documentos internos mostram que a big tech faturou cerca de 16 bilhões de dólares com anúncios falsos em 2024. O valor impressionante representa 10% do faturamento global da empresa no ano.
Para divulgar a ação contra os criminosos, a Meta montou uma forte campanha de relações públicas. Funcionários publicaram textos iguais no LinkedIn e diversos sites reproduziram o discurso para tentar mostrar a empresa como vítima dos crimes.
Os criminosos usam inteligência artificial para criar propagandas falsas, vendendo produtos com os rostos de celebridades como Anitta, Neymar, Angélica e Gisele Bündchen. A Meta aprova esses anúncios e ganha dinheiro direto com a exibição deles para o público.
O médico Drauzio Varella criticou o tamanho da ação movida pela dona do Facebook e do Instagram.
“É uma migalha. Uma gota d’água em um oceano de estelionato.”
Pesquisas apontam que mais da metade dos brasileiros sofreu algum tipo de golpe digital no último ano. O problema cresce rápido e gera consequências graves para a população que acessa as plataformas todos os dias.
- A Meta lucrou cerca de R$ 83 bilhões com fraudes em 2024
- A empresa ignora a maioria das queixas dos usuários sobre propagandas falsas
- Apenas seis pessoas viraram alvo da ação judicial recente no Brasil
O processo movido por Drauzio Varella aumenta o risco de outras figuras públicas buscarem a Justiça contra a plataforma. A responsabilização legal das empresas de tecnologia ganha força diante do aumento de propagandas criminosas na internet.

