O grupo Britannica entrou com uma ação judicial contra a OpenAI por uso indevido de seus materiais para treinar modelos de inteligência artificial. A dona do ChatGPT e parceira da Microsoft teria aproveitado textos da enciclopédia e do dicionário Merriam-Webster sem pedir permissão.
A principal queixa envolve a criação de resumos automáticos dentro da própria plataforma da OpenAI. Essa prática afasta os usuários das páginas originais e prejudica o tráfego dos sites mantidos pelo grupo de Chicago.
O processo judicial destaca alguns pontos centrais sobre os negócios digitais da empresa centenária.
- O grupo opera os sites de pesquisa Britannica.com e Merriam-Webster.com
- A companhia investe na venda de agentes virtuais para o setor educacional
- O faturamento cresce de forma constante desde 2013 com a expansão na internet
A enciclopédia tem mais de 250 anos de história e parou de imprimir livros em 2012 para focar apenas no formato digital. A empresa apostou forte em softwares educacionais e comprou a Melingo AI ainda no ano 2000 para criar soluções de processamento de linguagem.
A OpenAI defendeu a sua forma de trabalhar por meio de um comunicado oficial enviado à imprensa.
“Nossos modelos impulsionam a inovação e são treinados com base em dados disponíveis publicamente, respeitando o princípio de uso justo.”
A criadora do chatbot também destacou os benefícios da sua ferramenta para a sociedade na mesma nota.
“O ChatGPT ajuda a ampliar a criatividade humana, acelerar descobertas científicas e pesquisas médicas, além de permitir que centenas de milhões de pessoas melhorem seu dia a dia.”
O grupo Britannica conseguiu dar a volta por cima desde que encerrou as edições em papel e sobreviveu ao crescimento da Wikipedia. A companhia registrou um pedido confidencial para abrir seu capital na bolsa de valores em 2024 com um valor de mercado estimado em cerca de US$ 1 bilhão.

