Mais aparelhos do que pessoas
O Brasil registra 272 milhões de smartphones em uso atualmente. Isso significa que o país tem 1,3 celular inteligente para cada habitante.
O levantamento anual da FGV mapeou esse cenário e revelou um total de 502 milhões de aparelhos digitais em funcionamento. Essa conta inclui computadores, notebooks, tablets e celulares, com uma média de 2,4 dispositivos por pessoa.
Inteligência artificial nas empresas
O mercado corporativo adota novas ferramentas de inteligência artificial generativa. As principais plataformas usadas pelas empresas são as seguintes:
- Microsoft Copilot com 40% de participação
- ChatGPT com 32% do mercado
- Google Gemini com 20% de preferência
A aplicação prática dessas tecnologias ainda encontra barreiras no dia a dia. O professor Fernando Meirelles coordena a pesquisa e observa um cenário de baixa aderência real.
“Chamou atenção o baixo uso de Inteligência Artificial nas empresas: embora 80% declararam utilizá-la, 75% delas usam muito pouco. Outro ponto é que as empresas estão realizando mais reuniões híbridas, com predominância do programa Teams e o uso de Excel.”
Um dado curioso reforça essa situação nos departamentos financeiros das companhias. Cerca de 90% das análises de dados ainda acontecem pelo Excel, mesmo com várias opções modernas de inteligência disponíveis no mercado.
Gastos com tecnologia em alta
O avanço dessas ferramentas impacta diretamente o orçamento das empresas brasileiras. Os investimentos na área de tecnologia saltaram de 1,3% da receita em 1988 para a marca de 10% em 2024.
A estimativa do estudo aponta que esse índice deve passar dos 11% nos próximos três anos. O processamento em nuvem impulsiona esse crescimento e já atende 52% das operações corporativas.
O setor bancário ganha destaque nessa área e tem previsão para investir R$ 56 bilhões até 2027. O foco atual dos bancos é o alinhamento estratégico para integrar sistemas de gestão e análise de dados.

