Novas leis digitais mudam rotina de segurança em hotéis brasileiros

3 Min Read

Adequação digital na hotelaria

O setor de turismo no Brasil passa por uma mudança profunda com a união de três regras recentes, exigindo que hotéis e pousadas reforcem a proteção de seus sistemas. O objetivo principal é blindar as informações pessoais dos clientes e garantir um ambiente online seguro para crianças e adolescentes.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já obriga um controle rigoroso sobre as informações de cadastro e pagamento dos hóspedes. Um vazamento de dados pode gerar multas pesadas e paralisar totalmente o sistema de reservas do estabelecimento.

Proteção para menores na rede

O recém-criado ECA Digital traz exigências diretas para os locais que oferecem sinal de Wi-Fi ou aplicativos próprios, obrigando a instalação de filtros de conteúdo. A regra também proíbe a coleta de dados de navegação de menores para criar perfis de consumo sem a autorização prévia dos responsáveis.

A Nova Lei Geral do Turismo moderniza o registro de clientes e afeta diretamente o preenchimento da ficha de hospedagem. O documento agora precisa tramitar em formato digital com proteção forte para evitar fraudes ou paralisação na hora do check-in.

O especialista em segurança da informação Jorge Muniz aponta o impacto dessa união de leis na rotina das empresas. “A segurança da informação não é apenas uma exigência legal, mas um imperativo estratégico para a continuidade operacional do setor hoteleiro.”

Mudanças práticas nos sistemas

Os locais de hospedagem precisam adotar um pacote de atualizações técnicas para evitar punições e manter as operações funcionando. O roteiro de proteção envolve desde a troca de equipamentos de rede até o treinamento constante dos funcionários da recepção.

  • Verificação de idade: Redes Wi-Fi e canais de entretenimento devem bloquear materiais impróprios para menores.
  • Acesso restrito: O sistema de reservas precisa exigir senhas fortes e verificação em duas etapas para os funcionários.
  • Governança: O hotel deve nomear um encarregado de dados para monitorar o uso de informações pessoais.
  • Recuperação de falhas: A gestão precisa manter cópias de segurança testadas regularmente para restaurar o sistema rápido após um ataque cibernético.
  • Controle de fornecedores: Empresas terceirizadas de marketing e provedores de internet também devem comprovar que cumprem as novas leis.
Follow:
Jornalista, Redator, Editor e Social Mídia. Com experiência na administração de redes sociais, Designer Gráfico, elaboração e gerenciamento de sites CMS com especialização em WordPress e Web Service. SEO (Otimização de motores de busca). Mais de 10 anos de experiência com integração em Comunicação e Marketing