Exército não confirma vazamento após dados de 50 milhões de brasileiros pararem na Dark Web

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Venda de dados expõe milhões de cidadãos

O Exército Brasileiro investiga a origem de um suposto banco de dados com informações de mais de 50 milhões de cidadãos. Um cibercriminoso ofereceu o arquivo em um fórum da Dark Web por valores que chegam a 4 mil dólares.

O pacote de 30 GB contém registros estruturados e o vendedor disponibilizou uma amostra com 15 mil nomes para atrair compradores. A pessoa responsável pelo anúncio vendeu todas as cópias até a última quarta-feira.

O material negociado na internet inclui informações bastante sensíveis que facilitam fraudes digitais. Os criminosos expuseram os seguintes dados:

  • Nomes completos e endereços
  • Datas de nascimento e CPF
  • Nomes dos pais e gênero
  • Números de celular e e-mail
  • Patente militar e tipo sanguíneo

Posição oficial da corporação militar

A instituição militar tomou conhecimento do caso no dia 12 de fevereiro e analisou o material divulgado. Os técnicos não encontraram indícios de invasão nos sistemas oficiais.

A nota oficial detalha a avaliação feita pelo órgão sobre o incidente. “Após verificação criteriosa de especialistas, com base na amostra fornecida pelo vendedor/criminoso, não foi possível, até o momento, afirmar ou negar que os dados foram de fato extraídos do Exército, podendo as informações apresentadas pertencerem a qualquer outro banco de dados.”

O comunicado também destaca o reforço nas barreiras de proteção digital. “O Exército tem tomado medidas adicionais de segurança de seus sistemas, como reforço de utilização de senhas fortes e duplo fator de autenticação pelo GOV.BR.”

Falhas humanas abrem portas para crimes

Especialistas em segurança digital alertam que o perigo muitas vezes nasce dentro das próprias instituições. Funcionários com acesso privilegiado podem extrair grandes volumes de dados sem disparar alarmes imediatos.

Os invasores preferem explorar a ingenuidade humana com táticas de engenharia social em vez de usar métodos complexos. As empresas precisam investir em treinamento constante e limitar os acessos internos apenas ao necessário para evitar multas da lei de proteção de dados.

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