A campanha publicitária da patrocinadora da Seleção Brasileira com o slogan “Vai Brasa” gerou forte rejeição nas redes sociais. Os torcedores não reconheceram a expressão como algo natural e logo iniciaram o movimento contrário “Não Vai Brasa” no Twitter.
A tentativa de modernizar a forma de chamar o Brasil esbarrou na ausência de uso real da palavra no dia a dia. Nas arquibancadas de futebol a torcida simplesmente não canta ou grita esse termo para apoiar o time.
A análise do projeto aponta três falhas principais na construção da campanha. Os erros de estratégia prejudicaram a recepção da marca no mercado.
- Falta de pesquisa real para entender o vocabulário cultural do país.
- Ausência de validação interna para barrar ideias que não soam naturais.
- Apresentação fraca do conceito por parte da equipe criativa.
A equipe da agência aprovou a ideia sem questionar se o brasileiro médio realmente fala dessa maneira nas ruas. Uma profissional da área defendeu o projeto com o argumento de que todo mundo usa a palavra, o que abriu espaço para críticas imediatas do público.
Projetos com alto risco para a imagem de uma empresa exigem lideranças preparadas para articular a estratégia. O marketing contemporâneo costuma falhar quando tenta inventar uma linguagem em vez de observar como as pessoas já se comunicam.
Expressões famosas como “Sampa” ganharam força aos poucos através da música e da mídia. O caso recente mostra que uma campanha precisa fazer sentido para o consumidor antes de tentar viralizar na internet.

