A Prefeitura de Curitiba e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) assinaram um acordo nesta quinta-feira (26) para transformar restos de alimentos em energia renovável. A parceria busca aproveitar o lixo orgânico da cidade para criar produtos sustentáveis e insumos agrícolas.
O projeto foca no uso de tecnologias para dar um destino útil aos resíduos de feiras e hortas urbanas da capital paranaense. O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, destacou a importância de unir a rotina da cidade com a pesquisa científica.
“Queremos, com essa parceria, validar tecnologias sustentáveis a partir desses resíduos, que podem se tornar energia ou novos alimentos. A expertise do Tecpar se soma à rotina da cidade para promover inovação, bioeconomia circular e segurança alimentar e nutricional.”
Uma das principais frentes de trabalho envolve a produção de biochar. Trata-se de um tipo de carvão vegetal feito a partir de matéria orgânica que ajuda a melhorar o solo e reter carbono.
A iniciativa também pretende diminuir o volume de lixo que vai parar nos aterros sanitários do município. O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, reforçou a necessidade de buscar saídas tecnológicas para o futuro da cidade.
“Uma cidade do tamanho de Curitiba gera muitos resíduos, como nos aterros sanitários, que precisam diminuir. A geração de energia a partir desses resíduos é uma grande solução.”
Resultados esperados do projeto
As equipes da Secretaria Municipal da Agricultura e Abastecimento e do Tecpar vão trabalhar juntas para entregar soluções práticas. O documento assinado durante o Smart City Expo Curitiba 2026 prevê as seguintes metas e inovações
- Desenvolvimento de dois protótipos de produtos sustentáveis a partir dos resíduos orgânicos.
- Criação de alimentos funcionais focados na saúde humana.
- Apoio para práticas de agricultura urbana e hortas comunitárias.
- Promoção de oficinas e capacitações técnicas para a população.
As ações do projeto farão parte do Laboratório Colaborativo Internacional de Pirólise, Biochar e Energias Renováveis. O trabalho atende aos objetivos do grupo C40 para reduzir a emissão de gases poluentes e promover a economia circular.

