Os mercados globais operam em baixa nesta quinta-feira com o foco dividido entre a guerra no Oriente Médio e novidades no setor de tecnologia. A Alphabet, empresa que controla o Google, criou um sistema de compressão que diminui a necessidade de chips de processamento e armazenamento para inteligência artificial.
Essa novidade barateia o uso da inteligência artificial no dia a dia. Isso também diminui a procura por processadores e derruba as ações de empresas que ganhavam dinheiro com a falta de componentes no mercado.
Os papéis da fabricante Micron caíram mais de 2% nas negociações antes da abertura da bolsa em Nova York e a própria Alphabet também registrou perdas. Os custos para manter as ferramentas de inteligência artificial ainda superam o dinheiro que as grandes empresas conseguem fazer com elas.
Um exemplo claro dessa conta que não fecha aconteceu na noite de quarta-feira. A OpenAI anunciou o fim do Sora, que era sua ferramenta voltada para a criação de vídeos.
Os contratos futuros nos Estados Unidos abriram o dia no vermelho, apagando a animação do dia anterior sobre um possível acordo de paz entre o governo americano e o Irã. O preço do petróleo voltou a subir forte e o barril passou a ser negociado na faixa de US$ 106, depois de ficar abaixo dos US$ 100 na véspera.
O fundo que reúne ações de empresas brasileiras no exterior acompanhou o ritmo negativo e caiu quase 1% antes da abertura. Os investidores aguardam hoje a divulgação da prévia da inflação e a entrevista do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para entender como o conflito afeta os preços no Brasil.
Principais indicadores do mercado
- Futuros dos EUA – S&P 500 recua 0,63% e Nasdaq cai 0,52%
- Bolsas da Europa – Índice Euro Stoxx 50 tem baixa de 1,32%
- Mercado asiático – Índice chinês CSI 300 fecha com queda de 1,32%
- Commodities – Petróleo Brent sobe 3,79% e minério de ferro avança 2,15%

