Roteadores domésticos viram armas nas mãos de cibercriminosos

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Os Estados Unidos agora lideram o ranking de locais usados para controlar redes de aparelhos infectados. Uma pesquisa das empresas Pulsedive e Spamhaus mostra que o número de servidores cresceu 24% no segundo semestre de 2025 e passou de 21 mil no país norte-americano.

Essas redes recebem o nome de botnets e funcionam como um exército de computadores controlados por hackers. Os invasores usam a força conjunta desses aparelhos para derrubar páginas na internet ou roubar informações pessoais das vítimas.

O relatório da empresa de segurança Pulsedive detalha o cenário atual.

“A atividade de botnets disparou ao longo do último ano, com a Spamhaus registrando aumentos de 26% e 24% nos dois períodos de seis meses de janeiro a junho de 2025 e julho a dezembro de 2025, respectivamente. Esse aumento está associado ao surgimento de bots e dispositivos conectados nos Estados Unidos”

O grande responsável por essa onda de ataques se chama Mirai e apareceu pela primeira vez em 2016. O programa procura na internet por roteadores e câmeras de segurança que costumam apresentar falhas graves de proteção.

O código original do Mirai vazou na internet faz alguns anos e facilitou a vida de pessoas mal-intencionadas. Os especialistas já encontraram 116 versões diferentes do programa que qualquer pessoa com conhecimento técnico consegue modificar.

Cibercrime funciona como serviço por assinatura

A variante Satori invadiu mais de 260 mil roteadores da marca D-Link enquanto o modelo KimWolf ataca celulares e televisões com sistema Android. Os criminosos transformaram as invasões em um comércio lucrativo e vendem o acesso aos aparelhos em aplicativos como Telegram e Discord.

O grupo criminoso Aisuru-KimWolf participou do maior ataque de sobrecarga já registrado no mundo e enviou 31,4 terabits de dados por segundo. Os invasores escondem os rastros usando conexões de internet de pessoas comuns para enganar os sistemas de defesa.

Os criminosos se adaptam rápido quando as empresas de tecnologia bloqueiam os servidores originais. O grupo KimWolf migrou toda a sua estrutura para uma rede oculta chamada I2P logo após o Google desativar parte dos seus computadores.

Como proteger os aparelhos de casa

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos desativou as redes de grupos como Aisuru e KimWolf na semana passada. A medida representa um avanço importante, mas o perigo continua para quem mantém as configurações originais de fábrica nos aparelhos.

  • Troque a senha padrão que vem de fábrica no seu roteador e nas câmeras de segurança.
  • Mantenha o sistema dos seus aparelhos sempre atualizados com a versão mais recente.
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