Mudança de estratégia na inteligência artificial
A OpenAI decidiu mudar o rumo dos seus negócios nesta semana. A empresa encerrou o projeto Sora e agora aposta as suas fichas em um novo sistema de publicidade.
A ferramenta de criação de vídeos deixou de operar por causa dos altos custos e da falta de clareza sobre o interesse do público. A decisão também cancela um acordo de licenciamento de personagens com a Disney.
Crescimento rápido na publicidade
O piloto de anúncios da empresa começou em janeiro e já mostra números expressivos. O projeto passou de 100 milhões de dólares em receita anualizada em apenas seis semanas.
A plataforma atraiu cerca de 600 anunciantes até o momento. As pequenas e médias empresas representam 80% desse grupo que compra espaços de propaganda.
A empresa enviou um comunicado para a agência Reuters sobre o desempenho da novidade. “Estamos vendo nenhum impacto nas métricas de confiança do consumidor, baixas taxas de rejeição de anúncios e melhorias contínuas na relevância dos anúncios à medida que aprendemos com o feedback.”
Foco em negócios corporativos
A companhia prefere agora concentrar os esforços em inteligência artificial para negócios e programação. A executiva Fidji Simo destacou para a equipe que a empresa não tem mais condições de manter projetos paralelos diante da concorrência forte.
O especialista Dan Calladine avalia que a postura mostra uma busca por áreas que dão mais dinheiro. “Parece que a OpenAI está finalmente limitando o que oferece, sendo estratégica sobre aquilo em que é boa e no que pode monetizar, e eliminando o restante, o que inclui ferramentas como as de programação, pelas quais usuários corporativos estão dispostos a pagar.”
Desafios no mercado de anúncios
O modelo de anúncios traz dinheiro rápido, mas o futuro da publicidade em inteligência artificial ainda gera dúvidas. A OpenAI não compartilha muitos dados de desempenho com quem anuncia e enfrenta a concorrência de grandes marcas do setor.
Empresas como a Anthropic são contra colocar propagandas em seus sistemas. A inteligência artificial segue apoiada em formas tradicionais de ganhar dinheiro, como assinaturas e pacotes para empresas.

