Grandes empresas como Google, Amazon e Meta mudaram a forma de explicar a saída de funcionários. Elas agora apontam o avanço da inteligência artificial como o principal motivo para as demissões.
As justificativas antigas envolviam o excesso de contratações e a busca por eficiência. Os diretores do Walmart e da Coca-Cola também se demitiram recentemente usando a tecnologia como desculpa.
O executivo Mark Zuckerberg prevê que o ano de 2026 vai trazer uma mudança profunda na rotina de trabalho. A Meta limitou as novas vagas apenas para áreas estratégicas após realizar mais cortes de pessoal.
O ex-diretor do Twitter, Jack Dorsey, enxerga uma mudança clara na operação dos negócios. Ele acredita que o suporte digital torna as equipes pequenas muito mais produtivas.
Especialistas ouvidos pela rede BBC acreditam que as marcas usam esse discurso para melhorar a imagem pública durante os cortes. A prática tenta suavizar o impacto negativo das demissões em massa.
As mudanças reais já acontecem com sistemas que criam códigos e automatizam tarefas diárias. Isso afeta diretamente profissões muito valorizadas, como a programação e a engenharia de software.
Pressão por custos e novos investimentos
O aumento dos gastos com a própria inteligência artificial é outro motivo forte para as demissões. As maiores marcas do setor planejam investir cerca de US$ 650 bilhões na área durante os próximos anos.
A Amazon dispensou mais de 16 mil trabalhadores apenas neste ano para equilibrar as contas. A empresa quer compensar os novos gastos bilionários com a redução de despesas operacionais.
O Google adota uma postura parecida para conseguir dinheiro para novos ciclos de investimento. A diretora financeira Anat Ashkenazi enxerga um papel simbólico nessas demissões.
A executiva avalia o movimento como uma demonstração de controle sobre os gastos. “Cortes de custos ajudam a transmitir ao mercado a ideia de disciplina financeira.”

