O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, debateu as mudanças estruturais provocadas pela inteligência artificial durante o evento South Summit Brazil 2026. A conversa ocorreu em Porto Alegre na segunda-feira, dia 25 de março, e contou com a mediação de Cezar Miola, vice-presidente de Relações Institucionais da Atricon.
A tecnologia atual se equipara a marcos históricos como o domínio do fogo, a invenção da roda e a descoberta da penicilina. O avanço tem capacidade para redefinir as estruturas da sociedade e o próprio significado da condição humana no planeta.
Os sistemas automatizados processam grandes volumes de informações com muita rapidez e ajudam na tomada de decisões. O painel também levantou alertas importantes sobre os perigos dessas novas ferramentas focadas em geração de conteúdo.
- Impactos diretos no mercado de trabalho
- Uso militar e bélico das ferramentas
- Criação de vídeos e conteúdos falsos por meio de deepfakes
- Riscos envolvendo a singularidade tecnológica
O setor público já começou a adotar essas inovações de forma gradual para auxiliar na rotina de trabalho. Os tribunais de contas utilizam as ferramentas para melhorar as atividades de fiscalização diárias.
A adoção da tecnologia precisa acontecer de maneira estruturada e apenas como um complemento para o esforço humano.
“O trabalho do auditor nunca poderá ser substituído pela inteligência artificial.”
Os agentes públicos precisam receber orientação contínua sobre o uso ético dos sistemas automatizados. Essa postura ajuda a evitar riscos sistêmicos e fortalece a defesa da democracia dentro das instituições.

