Logística adota inteligência artificial para evitar atrasos nas entregas

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Automação ganha força nos centros de distribuição

Sistemas autônomos começam a substituir o trabalho manual na separação de encomendas. A mudança busca diminuir falhas comuns e acelerar os processos dentro dos galpões de mercadorias.

  • Adoção acelerada: A inteligência artificial já opera em cerca de 60% dos armazéns globais.
  • Foco no e-commerce: O comércio eletrônico movimentou R$ 100,5 bilhões no Brasil no primeiro semestre de 2025.
  • Menos falhas: Câmeras e robôs assumem tarefas repetitivas para evitar pacotes trocados.

O crescimento das vendas pela internet impulsiona essa adoção tecnológica no país. O mercado exige cada vez mais velocidade, conforme os dados registrados pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Uma pesquisa da Infor Brasil mostra que 57% das empresas apostam na inteligência artificial para mudar o setor nos próximos anos. A automação robótica aparece logo em seguida na lista de prioridades das companhias.

Visão computacional identifica mercadorias

As empresas utilizam câmeras inteligentes e sistemas autônomos para direcionar os pacotes de forma automática. O uso dessas ferramentas reduz as atividades maçantes e diminui a margem de erro durante a preparação dos pedidos.

O diretor técnico do centro de tecnologia Venturus, Daniel Lins, destaca a busca por processos mais seguros.

“Estamos falando de uma operação que tradicionalmente depende muito da intervenção humana e está sujeita a falhas e interrupções. Ao aplicar inteligência e automação, conseguimos trazer mais previsibilidade e eficiência para esse processo”

Investimentos crescem no mundo todo

Um levantamento do MIT em parceria com a Mecalux aponta que mais de 90% das instalações logísticas aplicam algum tipo de automação avançada. O movimento reforça a transição definitiva dos métodos manuais para o controle digital.

As organizações reservam atualmente entre 11% e 30% do orçamento de tecnologia para iniciativas de aprendizado de máquina. A tendência de alta se mantém, já que 87% das empresas planejam aumentar esses gastos no curto prazo.

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