O governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (2) que planeja recorrer de uma decisão da Justiça que impede a aplicação de sanções contra a Anthropic. A disputa envolve o uso de inteligência artificial para fins militares, já que a empresa se recusa a liberar suas ferramentas para vigilância em massa e armas autônomas.
O Departamento de Justiça tem até o dia 30 de abril para apresentar os argumentos no tribunal e tentar reverter a medida que barrou o Pentágono de classificar a Anthropic como uma ameaça. A juíza Rita Lin também derrubou uma ordem do presidente Donald Trump que exigia a suspensão do uso dos sistemas da empresa por agências federais.
A magistrada apontou o risco de paralisação nas operações da companhia de tecnologia com as medidas do governo.
“nada na legislação vigente apoia a noção orwelliana de que uma empresa americana possa ser vista como adversária por simplesmente discordar do governo”
A decisão gerou reações negativas no Pentágono, onde um funcionário de alto escalão classificou a situação como uma vergonha. O subsecretário de Guerra, Emir Michael, apontou que a medida prejudica a capacidade do secretário Pete Hegseth de operar com aliados militares.
Principais datas do conflito entre governo e empresa
- Julho de 2025: o Pentágono fecha um contrato de US$ 200 milhões com a Anthropic para criar ferramentas de segurança nacional.
- Janeiro de 2026: o governo exige que os contratos de inteligência artificial incluam uma cláusula de uso livre, o que fere as regras do modelo Claude.
- Fevereiro de 2026: a empresa se recusa a remover as travas de segurança e o presidente Donald Trump proíbe o uso dos produtos da marca.
- Março de 2026: a juíza Rita Lin barra as sanções na Justiça da Califórnia com o apoio de outras empresas e de líderes militares aposentados.
No dia seguinte ao boicote de Trump, a OpenAI assumiu o espaço deixado e fechou um acordo com as Forças Armadas aceitando os termos do governo. Curiosamente, enquanto o bloqueio acontecia, o Pentágono usava as ferramentas da Anthropic para iniciar a Operação Epic Fury contra o Irã.

