Israel usa inteligência artificial para prever queda de mísseis e reduzir alarmes falsos

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Sistema foca em alertas localizados para a população

Israel ativou um sistema de inteligência artificial para melhorar os avisos de ataques aéreos no país. A mudança diminui o tamanho da área de alerta e evita que bairros seguros fiquem com sirenes tocando sem motivo.

O recurso funciona calculando o ponto exato onde o projétil vai cair. O computador analisa a rota do míssil, o clima, o ângulo do lançamento e o sinal do radar em tempo real.

Essa evolução dividiu o mapa do país em pedaços bem menores. O Comando da Retaguarda passou de 25 zonas de alerta no ano de 2006 para 1.700 áreas no formato atual.

Milhões de pessoas deixaram de correr para os abrigos de forma desnecessária com a ajuda de um aplicativo de celular. A plataforma manda notificações com base na localização exata de mais de quatro milhões de usuários.

A rotina das famílias mudou durante a guerra na Faixa de Gaza e nos confrontos com o Irã. A mãe Sarah Chemla percebeu a diferença dentro de casa.

“Passamos menos tempo nos abrigos, embora o estresse continue.”

O modelo antigo acionava os alarmes para a cidade inteira. A moradora detalha como a rotina com as crianças ficou mais fácil.

“Agora os alertas são ultralocalizados. Se um projétil se dirige ao sul da cidade, recebo apenas um pré-alerta e já não preciso acordar meus filhos”

Fusão de dados e análise rápida

A empresa Elbit Systems criou o programa SkyEye para processar os números dos ataques. Desde outubro do ano passado, o sistema já avaliou mais de 60 mil armas lançadas contra o território israelense.

O computador cruza diversas informações para saber onde a ameaça vai bater. A máquina leva em conta os seguintes pontos na hora de disparar o aviso:

  • Trajetória da arma no ar
  • Condições do tempo no momento do ataque
  • Ângulo de lançamento do foguete
  • Assinatura deixada no radar

O pesquisador Yehoshua Kalisky, do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Tel Aviv, explica o processo técnico.

“A IA coleta milhões de dados e realiza o que se conhece como fusão de dados”

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