Falta de intuição limita o desempenho dos sistemas
A inteligência artificial consegue derrotar campeões mundiais de xadrez, mas ainda sofre para aprender videogames novos no mesmo ritmo que uma pessoa. Um estudo da Universidade de Nova York aponta que a capacidade de improvisar e entender regras subjetivas dá vantagem aos jogadores humanos.
O pesquisador Julian Togelius e sua equipe notaram que os modelos de computador são excelentes em tarefas fechadas e específicas. A barreira surge quando os programas encontram pequenas mudanças no visual ou nas regras de um jogo.
Os cientistas lançaram um desafio para testar a verdadeira capacidade técnica dos sistemas atuais de programação. A ideia é fazer um modelo jogar e vencer os 100 principais títulos da loja Steam ou do sistema iOS sem nenhum tipo de treino antecipado.
Vencer essa maratona no mesmo tempo que uma pessoa mostraria que a máquina alcançou um novo patamar de inteligência. O portal Popular Science destaca que o sucesso na tarefa exige o domínio de habilidades bastante humanas.
- Criatividade genuína para resolver problemas inéditos
- Planejamento estratégico de longo prazo
- Capacidade de abstração e entendimento de conceitos
Dificuldade em mundos virtuais e abertos
O treinamento tradicional usa opções antigas porque elas oferecem padrões previsíveis e metas muito claras. A situação muda totalmente quando o programa entra em cenários modernos de mundo livre, como a franquia “Red Dead Redemption”.
O progresso nesse tipo de obra exige a interpretação do papel de um fora da lei no Velho Oeste, e não apenas o cumprimento de missões diretas. O jogador consegue usar a própria intuição para se adaptar rapidamente ao ambiente virtual.
As limitações ficam claras até mesmo em mecânicas mais simples dentro de mundos formados por blocos, como o “Minecraft”. Um programa de computador pode calcular a distância exata para saltar entre dois pontos, mas ele não entende o conceito real do que significa pular.
Os desenvolvedores criam os videogames baseados no bom senso e na intuição natural das pessoas. A experiência de vida de cada indivíduo funciona como uma vantagem decisiva contra os computadores na hora de aprender controles e regras novas.

