Inteligência artificial vai dominar estratégias nas eleições de 2026

3 Min Read

Marqueteiros preparam guerra digital com vídeos satíricos e mensagens personalizadas

O marketing político entrará em uma nova fase nas eleições de 2026 com o uso massivo de inteligência artificial. Profissionais que trabalham para partidos como Novo, PSD, PL e PT indicam que a tecnologia já é usada para criar peças publicitárias que antes eram inviáveis pelo alto custo ou tempo de produção.

Renato Pereira, marqueteiro do governador Romeu Zema, afirma que a disputa será marcada por vídeos satíricos elaborados para atingir adversários. Sua equipe produziu recentemente uma simulação digital de um desfile de Carnaval que criticava o governo atual e associava a gestão a casos de fraude.

“Neste caso, se não fosse IA, teria que contratar todo um elenco que você teria que fazer para simular um desfile na avenida. Coisa que, obviamente, jamais aconteceria sem o apoio da inteligência artificial. Seja por conta do custo, seja por conta do prazo.”

Paulo Vasconcelos, responsável pelo marketing de Ronaldo Caiado, também utiliza a ferramenta para criar cenas complexas. Ele citou exemplos de vídeos que simulam bandidos e tiros em bandeiras, cenários que exigiriam logística pesada e autorizações para armas de fogo na vida real.

“O esforço financeiro, as autorizações para uso de armas de fogo e toda a logística tornariam isso extremamente complexo. Para esse tipo de conteúdo, a IA é muito bem-vinda.”

Personalização e transparência

A tecnologia permite adaptar mensagens para diferentes perfis de eleitores em grande escala. Duda Lima, do PL, destaca que é possível enviar milhares de variações de uma mensagem para dialogar diretamente com cada pessoa.

O PT adota uma estratégia visual diferente para deixar claro o uso da ferramenta. O marqueteiro Otávio Antunes defende que a inteligência artificial deve servir para melhorar processos e não para criar realidades falsas.

“Mais do que marca d’água, não se pode permitir a falsificação da realidade ou a criação artificial de personagens que existem. A IA deve servir para otimizar processos, não para falsificar o processo eleitoral.”

Riscos e regulação

O avanço das chamadas deepfakes, que trocam rostos e vozes com perfeição, preocupa os especialistas pelo potencial de espalhar desinformação. A dificuldade de rastrear a origem dos materiais e a velocidade das redes sociais são desafios citados.

O Tribunal Superior Eleitoral discute mudanças nas regras para o pleito de 2026. Entre as propostas debatidas está a aplicação de multas para quem utilizar conteúdo fabricado ou manipulado sem a devida sinalização.

Follow:
Jornalista, Redator, Editor e Social Mídia. Com experiência na administração de redes sociais, Designer Gráfico, elaboração e gerenciamento de sites CMS com especialização em WordPress e Web Service. SEO (Otimização de motores de busca). Mais de 10 anos de experiência com integração em Comunicação e Marketing