Relatório detalha impacto da inteligência artificial no setor
A inteligência artificial avança rápido e coloca o setor de marketing entre os mais afetados pelas novas tecnologias. Um estudo recente da empresa Anthropic mostra que a automação ameaça muito mais do que a simples criação de anúncios.
As ferramentas tecnológicas ganham espaço nas funções que exigem análise de dados e planejamento estratégico. O levantamento aponta que o foco do debate costuma ficar na parte criativa, que representa apenas 20% da rotina dos profissionais.
Os outros 80% do trabalho envolvem tarefas como pesquisa de mercado, definição de preços e elaboração de relatórios. Essas atividades operacionais e analíticas se mostram muito mais fáceis de passar para o controle das máquinas.
Por que a área corre tanto risco
O documento da criadora do modelo Claude lista quatro motivos que explicam a alta exposição dos profissionais de marketing. O principal deles é que a maior parte do trabalho depende de linguagem e textos, algo que os sistemas atuais processam muito bem.
A rotina da área também mistura processos repetitivos com criação, o que ajuda a máquina a encontrar padrões. As empresas operam com equipes pequenas e buscam cortar gastos, enxergando a inteligência artificial como uma forma de reduzir os custos.
Outro ponto importante envolve a formação dos trabalhadores do setor. Muitas pessoas entram no mercado sem um diploma específico, o que deixa essa força de trabalho ainda mais vulnerável diante das novas ferramentas automatizadas.
Efeitos já afetam as vagas de emprego
O mercado de trabalho americano já sente os reflexos dessa mudança tecnológica. Dados de consultorias mostram que as vagas de marketing nos Estados Unidos caíram 15% no segundo trimestre de 2025 em comparação com os meses anteriores.
Os profissionais empregados evitam trocar de empresa e a taxa de pedidos de demissão caiu para 2%. Esse cenário diminui a rotatividade e faz as companhias perceberem que muitos cargos vagos não precisam de novos contratados.
A pesquisa Marketing Week reforça essa tendência de enxugamento nas agências e departamentos. Quase um quarto das empresas cortou vagas de liderança no último ano e decidiu não colocar ninguém no lugar.
Dicas para continuar no mercado
Os trabalhadores mais jovens e em início de carreira sofrem o maior impacto, pois as máquinas fazem facilmente o trabalho de entrada. A contratação desse grupo caiu cerca de 14% em relação ao ano de 2022.
Especialistas recomendam algumas atitudes para quem não quer perder espaço na profissão. O foco deve ficar nas habilidades que a tecnologia ainda não consegue copiar.
- Investir em formação profissional e qualificação específica.
- Aprender a usar as ferramentas de inteligência artificial de forma avançada para gerenciar os sistemas.
- Desenvolver o relacionamento direto com os clientes.
- Melhorar a capacidade de liderança e as técnicas de negociação.
Os profissionais mais experientes levam vantagem por guardar o conhecimento da empresa e manter contato com os clientes. O setor passa por uma transformação profunda e deve mudar bastante sua forma de funcionar nos próximos anos.

