Ameaças escondidas no código
Criminosos digitais estão aproveitando a liberação do código-fonte do Claude Code para infectar computadores. Eles inseriram programas espiões que roubam dados, conhecidos como infostealers, em cópias da ferramenta publicadas no GitHub.
A Anthropic agiu rápido e usou notificações de direitos autorais para derrubar os links falsos. A empresa mirou mais de 8 mil repositórios no início e conseguiu reduzir o número para apenas 96 cópias seguras.
O problema com a instalação do assistente já aconteceu antes. Em março deste ano, anúncios enganosos no Google levavam as pessoas para sites falsos que baixavam vírus de forma automática no computador.
Invasão em sistemas do FBI
O FBI sofreu um ataque grave em sua rede de vigilância e coleta de dados. A agência notou movimentações estranhas em fevereiro e confirmou que a falha aconteceu por meio de um provedor de internet comercial.
O órgão aplicou medidas técnicas para conter o avanço dos hackers e tenta evitar um prejuízo maior para a inteligência americana. Os criminosos acessaram um sistema que guardava os seguintes dados não classificados:
- Retornos de processos legais.
- Registros e metadados de telefonia.
- Informações de pessoas investigadas.
Histórico de ataques contra o governo
A agência de segurança lida com uma onda de invasões desde o ano passado. Hackers estrangeiros acessaram arquivos de investigações e um grupo ligado ao Irã chegou a invadir o e-mail do diretor do FBI.
As autoridades contam com ajuda externa para rastrear as ameaças virtuais. O estudante Benjamin Brundage mapeou a rede de robôs Kimwolf e entregou pistas sobre como os criminosos usam redes de internet domésticas para disfarçar os ataques.
Roubo milionário e falhas em empresas corporativas
A plataforma Drift perdeu cerca de 280 milhões de dólares em um ataque atribuído a hackers da Coreia do Norte. Os investigadores apontam que essa quadrilha já furtou quase 300 milhões de dólares apenas neste ano.
A Cisco também entrou para a lista de vítimas após criminosos furtarem partes do código-fonte da marca e de clientes. Os invasores exploraram uma falha no programa Trivy para conseguir senhas de acesso aos sistemas internos.

