Cibersegurança vira tema central para conselhos de administração

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A proteção de dados nas empresas deixou o departamento de tecnologia e chegou às mesas de reunião da alta direção. Incidentes digitais agora afetam direto a imagem das marcas e a confiança dos investidores, o que força os conselhos de administração a tratar o assunto como prioridade estratégica.

A mudança acontece porque os ataques ficaram mais complexos e difíceis de rastrear. O uso de inteligência artificial em golpes e fraudes aumentou o custo para consertar problemas e transformou vazamentos de dados em uma dor de cabeça com punições legais severas.

Um levantamento recente do Gartner mostra o tamanho do problema no mundo corporativo. A pesquisa aponta que 29% dos chefes de segurança registraram ataques contra sistemas de inteligência artificial generativa no último ano, enquanto 62% lidaram com golpes usando deepfakes e engenharia social.

Os diretores antes avaliavam apenas os riscos financeiros e jurídicos com indicadores fáceis de prever. A segurança da informação ficava esquecida como um detalhe técnico, mas esse modelo antigo não funciona mais em um cenário com regras rígidas e multas pesadas.

A empresa T2Sec destaca que a gestão falha quando a proteção digital é vista apenas como um programa de computador.

“O conselho precisa entender se a empresa consegue enxergar o próprio ambiente, responder a incidentes e comprovar controles. Segurança sem governança é risco não mapeado.”

A adoção rápida de ferramentas inteligentes aumentou a produtividade no trabalho diário. O lado ruim é que isso abriu portas para fraudes mais convincentes, o que exige ajustes urgentes na forma como as empresas protegem seus sistemas.

Para lidar com essas ameaças, os executivos precisam mudar o foco e fazer as perguntas certas sobre a operação. Algumas questões ajudam a entender como a empresa administra o perigo real no dia a dia.

  • A empresa consegue mapear e monitorar seus ativos críticos em tempo real?
  • Existem processos claros de resposta a incidentes e testes periódicos desses planos?
  • A arquitetura de segurança gera relatórios compreensíveis para auditorias e compliance?
  • Há clareza sobre quem é responsável por decisões e respostas em caso de incidente?

A distância entre a estratégia no papel e a operação real ainda é um dos maiores desafios do mercado. A alta gestão não precisa entender os códigos técnicos, mas deve garantir que o ambiente funcione de forma contínua e gere relatórios claros para evitar surpresas.

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