Anthropic acusa DeepSeek e outras chinesas de usar Claude para treinar IAs

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Denúncia de roubo de tecnologia

A Anthropic denunciou nesta segunda-feira (23) um esquema massivo de apropriação de tecnologia por empresas da China. A desenvolvedora do modelo Claude afirma que a DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax realizaram campanhas organizadas para copiar seus sistemas.

O ataque envolveu a criação de aproximadamente 24.000 contas falsas. Essas contas serviram para extrair as capacidades do modelo norte-americano de forma sistemática.

Mais de 16 milhões de interações ocorreram durante o processo. A denúncia surge pouco tempo depois de a OpenAI também relatar táticas semelhantes usadas pela DeepSeek contra seus produtos.

Como funciona a “destilação”

O método central da acusação é chamado de “destilação” no setor de tecnologia. Embora tenha usos legítimos para criar versões mais leves de softwares, a técnica permite construir concorrentes gastando muito menos tempo e dinheiro.

Os laboratórios estrangeiros focaram em habilidades específicas do Claude. O interesse principal estava nas capacidades de raciocínio, programação e uso de ferramentas digitais.

A escala do ataque variou entre as empresas acusadas:

  • MiniMax: Liderou o volume com 13 milhões de interações, focando em programação e uso de ferramentas.
  • Moonshot AI: Realizou mais de 3,4 milhões de acessos voltados para visão computacional e análise de dados.
  • DeepSeek: Registrou 150.000 interações para melhorar a lógica e ajustar respostas sobre temas sensíveis.

Atalho com dados sintéticos

O uso de informações geradas por outras inteligências artificiais virou comum devido à falta de dados de qualidade na internet. A DeepSeek já havia admitido anteriormente que seu modelo absorveu respostas da OpenAI de forma indireta através de páginas da web.

A Moonshot também confirmou em relatórios técnicos o uso de dados sintéticos para treinar seus modelos. Essa prática funciona como um atalho para alcançar o desempenho dos concorrentes americanos.

Segurança e disputa por chips

A Anthropic alerta que modelos criados por meio desse tipo de cópia perdem as travas de segurança originais. Isso facilitaria o uso da tecnologia para ciberataques, desinformação ou vigilância em massa por governos autoritários.

A empresa aproveitou o caso para criticar a flexibilização das vendas de chips avançados para a China. O argumento é que o processamento desse volume de dados roubados exige hardware potente, como os processadores da Nvidia que voltaram a ser liberados recentemente pelos Estados Unidos.

Dmitri Alperovitch, presidente do think tank Silverado Policy Accelerator, reforçou a preocupação com o cenário. “Estou claro há algum tempo que parte do motivo do rápido progresso dos modelos chineses de IA tem sido o roubo via destilação de modelos de fronteira dos EUA. Agora sabemos disso como um fato.”

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