Como a inteligência artificial e a realidade virtual vão mudar o entretenimento em 20 anos

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Mudanças no consumo de vídeos e jogos

A indústria do entretenimento vai passar por mudanças profundas nos próximos 20 anos. A criação de vídeos e jogos vai usar muita inteligência artificial (IA) e novas formas de experiências ao vivo.

As pessoas vão conseguir fazer filmes com qualidade de cinema dentro da própria casa. A tecnologia de produção virtual vai ficar muito mais barata e acessível para o público geral. O diretor de cinema e instrutor da New York Film Academy aponta os benefícios dessa novidade.

“As escolas de cinema já estão começando a oferecer programas de produção virtual. O incrível do estúdio virtual é que você pode fazer tudo em casa. Não precisa filmar em locações externas, então fica muito mais barato”

Telas de LED de alta qualidade vão projetar efeitos visuais em tempo real. A IA vai criar cenários complexos e multidões sem precisar de figurantes ou de muito trabalho após a gravação.

Testes de público com inteligência artificial

O uso de IA vai ajudar os criadores a testar ideias antes mesmo de terminar um filme. As produtoras vão usar dados para guiar decisões sobre a história e o desenvolvimento dos personagens. A líder de entretenimento da Deloitte nos Estados Unidos explica essa nova relação.

“A fronteira entre criador e consumidor irá praticamente se dissolver nos próximos 20 anos”

As empresas vão simular reações de diferentes públicos usando robôs treinados com dados antigos. Isso permite criar finais diferentes para o mesmo filme e adaptar a história para o gosto de cada pessoa. A especialista detalha o poder dessa ferramenta.

“Não precisar esperar que um filme seja filmado, editado e assistido para entender as preferências do consumidor (…) seria realmente poderoso, permitindo que os fãs ajudassem os criadores a contar as histórias que eles querem ouvir”

Companheiros virtuais nos jogos

Os jogos eletrônicos vão ganhar personagens controlados por IA que acompanham o jogador por toda a vida. Esses companheiros virtuais vão guardar memórias de jogadas antigas e criar laços fortes com os usuários. O professor da Carnegie Mellon University destaca o foco dessa mudança.

“Tudo gira em torno dos companheiros de IA. Os companheiros de IA vão mudar a forma como jogamos — não apenas a forma como interagimos com os personagens do jogo, mas também a forma como interagimos uns com os outros nos jogos.”

O uso de realidade virtual (RV) e aumentada (RA) vai deixar o contato com esses personagens muito mais real. Os avanços da robótica podem até dar um corpo físico para esses parceiros de jogo. O designer de jogos reforça a diferença dessa convivência.

“Uma coisa é ter um companheiro que está ali com você, com quem você pode fazer contato visual e conversar. Outra coisa é ter alguém que está presente, com quem você pode trocar olhares e conversar”

Espaços físicos com tecnologia imersiva

O entretenimento ao vivo vai continuar forte e ganhar novos formatos para conectar as pessoas. Os espaços culturais vão incluir elementos interativos na hora do show e pedir o retorno da plateia. A presidente do Lincoln Center for the Performing Arts valoriza esses momentos presenciais.

“A experiência de estar junto com outros seres humanos que estão fazendo algo extraordinário (…) essas são experiências fundamentais. Os seres humanos são programados para a conexão”

O futuro reserva uma mistura do mundo físico com o digital em espaços imersivos. Os locais vão oferecer uma série de inovações para o público.

  • Telas que cercam todo o ambiente de forma interativa
  • Áudio de alta precisão para imersão total
  • Efeitos físicos reais de vento e chuva
  • Lentes de contato inteligentes no lugar de óculos grandes

O futurista e professor da Universidade de Notre Dame aposta nesse formato duplo.

“Qualquer experiência de entretenimento que valha a pena será um híbrido de espacial e digital”

O público vai personalizar o conteúdo cena por cena e mudar a história a partir das próprias reações físicas. O professor compara a novidade com brincadeiras antigas.

“É como aqueles livros antigos de ‘escolha sua própria aventura’. Estou escolhendo minha própria aventura cena por cena”

O espectador vai deixar de ser apenas alguém que assiste para se tornar parte ativa da obra. O especialista prevê uma mudança total de comportamento.

“Daqui a 25 anos, não vamos apenas assistir ao entretenimento. Vamos participar dele. Vamos fazer parte dele.”

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